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Cada pessoa vive sua própria ditadura

Já percebeu como todos nós temos verdadeiros mitos por trás de cada bloco de idade? 

“Uma pessoa de 30 anos já deveria ter um emprego estável…”,
“40 anos já passou da idade de se casar…”

Por mais que façamos o uso de referências como marcadores da etapa da nossa vida, essas mesmas referências nos trazem grandes ansiedades, pois sem necessariamente querermos, saímos pela vida tentando bater uma série de metas que em algum momento impomos a nós mesmos.

Claro, todas essas “regras” e “prazos” são fenômenos altamente ligados a nossa cultura. Só que mais importante do que seguir seu conteúdo (tipo casar antes dos 40 ou arrumar logo um emprego estável), é observarmos que todas essas normas são, na verdade, CONSTRUÇÕES. Observe só, nenhuma delas existe por natureza. Todas foram construídas a partir de nossa própria história.

Uma muito importante para nós é o mito que temos de nossa auto imagem.  

Você realmente acha que sempre quis ser de uma determinada forma? Pode ser que hoje você esteja insatisfeito com a sua altura, ou com o tamanho do seu nariz, mas por incrível que pareça, nem isso se sustenta. Assim como nosso corpo muda, nossa mente muda, e portanto vamos progressivamente modificando a forma como enxergamos até mesmo o nosso EU ideal.

Eu mesmo, não faz muito tempo, imaginava que um psiquiatra jamais pudesse fazer vídeos para a internet. ESSA era uma imagem construída de psiquiatra que EU havia criado. E no entanto, aqui estou eu, vivendo um presente que no passado jamais teria futuro. 

E “quem nunca”? 

Todos nós possuímos esse hábito em algum nível: Inventamos regras e estabelecemos leis para cada tipo de papel que vamos (ou não) exercer em nossa vida.
“Um bom pai deve fazer isso, isso ou aquilo”. É mesmo? Quem disse?
“Eu jamais faria isso se virasse chefe”. Tem certeza? 

A vida tem um hábito sensacional de nos puxar o tapete! E não estou sendo irônico. É uma forma “carinhosa” (ok, agora fui irônico) de nos ensinar que SEMPRE haverá um ponto de vista inédito para o que acreditávamos, com tanta convicção, ser a realidade que vivemos.

E sabe por que isso é importante? Porque é assim que treinamos a natureza de nossa própria empatia. Eventualmente podemos esquecer que absolutamente TUDO tem muito mais do que um lado, por mais que possa não parecer. Aliais FAZ SENTIDO não parecer… É difícil ter uma maneira básica de processar as informações diferente da própria. 

Só que quando nos esquecemos que existem tantos outros pontos de vista além do próprio, acabamos forçamos outras pessoas a viverem através de nossas próprias regras, isso quando não as impomos a nós mesmos. Lembre-se, sua maneira de compreender o mundo é resultado da sua criação, e se não tiver atenção, pode acabar tentando forçar o mundo e a si mesmo a obedecer o que você aprendeu como regra universal. Como se cada um de nós criasse uma ditadura e se obrigasse a ser submetido a ela, independente do quão ruim fossem suas leis. 

Por isso é tão importante identificarmos nossos pensamentos, essas leis que surgem de dentro de nós, e questionarmos sua origem com tranquilidade. Vale a pena refletir que tudo que vem de dentro, quando entra no campo da consciência, ou seja, quando percebemos sua existência, poderá sempre ser modificado.

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