fbpx

Me sinto desconfortável em lugares públicos

Imagine uma rua larga com milhares de pessoas atravessando em todas as direções, em diferentes ritmos, umas no celular, outras conversando alto, risos, cheiro de comida, alguém na sua frente, você tendo que desviar, e, de repente, a ansiedade vai ganhando mais e mais força. Lugares públicos podem ser extremamente desagradáveis, e muita gente, e me incluo nesse grupo, não tem qualquer prazer em passear por ambientes como esses.

Mas perceba que existe uma grande diferença entre “não gostar” e sentir-se mal. Vivemos em sociedade, logo, é inevitável que tenhamos que, ocasionalmente, nos submeter a locais como esses, concorda? É um cheque que temos que depositar, uma roupa para trocar ou o fisioterapeuta que marcamos para avaliar nossa cervical. Por isso, não faz muito sentido que sintamos MEDO ou um GRANDE MAL ESTAR, uma vez que não se trata de uma situação que verdadeiramente esteja ameaçando a nossa integridade.
Só que muita gente se acostuma com essas sensações, ou melhor, vai levando a vida, enfrentando suas emoções com extremo desconforto ou mesmo evitando passar por locais assim sempre que puderem.

Entretanto, pense bem, isso é qualidade de vida?

Claro, nosso cérebro sempre vai procurar evitar aquilo que nos gera desconforto. Mas concorda que seria mais coerente trabalharmos o nosso medo ao invés de evitar as situações em que ele apareça? A maioria dessas pessoas sofrem de alguma maneira ou pelo menos percebem o prejuízo, e não procuram o psiquiatra por não acreditarem se tratar de um transtorno mental. Bem, elas não estão de todo erradas!
De forma isolada, o desconforto em lugares públicos não diagnostica necessariamente a presença de qualquer transtorno psiquiátrico. Mas é um excelente indicador do risco de surgir um, ou da presença de um já instalado. Diversas condições podem cursar com esse fenômeno, desde depressão (e lembre-se, nem toda depressão é caracterizada por tristeza e isolamento. Há pessoas que simplesmente vão ficando sem vontade e/ou com medo), transtorno do pânico (em que a pessoa pode evitar sair com receio de ter uma crise e não conseguir ajuda), e até ansiedade social (em que há um grande mal estar ao imaginar que possa estar sendo exposto de alguma maneira).

De qualquer forma, TODOS os casos são muito bem tratados pela psiquiatria, as vezes com, as vezes sem medicamento. O importante é procurar ajuda para não ficar sendo obrigado a dispor de tanta energia para fazer o que deveria ser chato para alguns (assumo), mas também simples.

Compartilhe pelo WhatsApp:
WhatsApp chat
X