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“O psiquiatra medica e o psicólogo conversa”

Por que os sites não explicam suas diferenças corretamente? 

Quando estamos mal e assumimos que finalmente valeria a pena procurar ajuda… Quem devemos procurar, psicólogo ou psiquiatra? 

Afinal, qual é a diferença entre esses dois profissionais?
Se você nunca passou por isso, com certeza conhece alguém que ja.
Nem sempre é simples responder a essas perguntas, especialmente com tantos mitos envolvendo essas duas especialidades. Como por exemplo:
– “psiquiatra é profissão de maluco”
– “psicólogo servem para questões leves, quando precisamos de um apoio ou ajuda temporária.”

Não é para menos que tanta gente só procure o psiquiatra em último caso (quando está grave), e o psicólogo quando descobre que “o que sente não é uma frescura”.

Embora o Google tenha mais de 500.000 sites tentando responder a essas perguntas, é muito comum lermos “abobrinhas” escritas por pessoas tentando convencer o leitor de que uma profissão é mais adequada para ajuda-lo do que a outra.

E fazem isso misturando FATOS à FATOS PARCIAIS, como:

  • “O Psicólogo se forma em psicologia” e 
    “O Psiquiatra se forma em medicina (para depois se especializa em psiquiatra).” 
    FATO.
     
  • “O psicólogo procura a ORIGEM dos seus problemas, e o psiquiatra só trata os SINTOMAS.”
    Falso.
    Além de muitos psicólogos trabalharem diretamente em cima dos sintomas,  há inúmeras condições mentais que a origem se encontra em transtornos psiquiátricos, de forma que o psiquiatra também trata a origem.
  • “O psicólogo trabalha com CONVERSA e o psiquiatra trabalha com MEDICAMENTOS.”
    Falso.
  • O psicólogo não pode medicar.
    FATO.
    Mas o seu trabalho vai muito além da conversa. Ele apenas a usa como ferramenta para acessar a mente.
  • O psiquiatra pode utilizar medicação.
    FATO.
    E é o profissional mais adequado para realizar OU EXCLUIR um DIAGNÓSTICO psiquiátrico. E a medicação é apenas UM dos recursos que pode ser utilizado. Há diversos outros.

Então, para não fazer o mais do mesmo, resolvemos esclarecer aqui as diferenças e semelhanças entre esses profissionais em apenas 4 pontos: 

1º PONTO:
O MOTIVO PELO QUAL O PSIQUIATRA DEVE FAZER MEDICINA ANTES DE PSIQUIATRIA.

Problemas da tireóide, do fígado, obesidade, até câncer podem gerar sintomas mentais, podendo ser facilmente confundidos com transtornos psiquiátricos. Por isso, o profissional mais capacitado para fazer essa diferenciação não é o especialista do órgão adoecido, é justamente o psiquiatra.

Ou seja, o psiquiatra deve saber se alguma doença física pode estar gerando o que seu paciente está apresentando.

Além disso, toda medicação – ATÉ AS NATURAIS – passam pelos órgãos, podendo afeta-los. É trabalho desse profissional prever e trabalhar com esses dados.

2º PONTO:
O MOTIVO DA CONFUSÃO:
PSIQUIATRIA E PSICOLOGIA ATUAM SOBRE O MESMO CAMPO.

Parte da confusão acontece porque existe pelo menos 3 profissões que trabalham diretamente com o cérebro:

Psiquiatria, Neurologia e Psicologia.
E que bom! Como poderíamos esperar que fosse diferente com o órgão mais complexo do nosso corpo?

Mas diferente da neurologia, a psiquiatria e psicologia trabalham mais diretamente com problemas que envolvem pensamentos, sentimentos ou comportamentos.

CURIOSIDADE:
Você sabia o cérebro não é exclusividade desses três profissionais?
Fonoaudiólogo, fisioterapeuta, educador fisico, coach, nutricionista, terapeuta ocupacional e dezenas de outros profissionais também podem atuar de forma muito positiva sobre nosso cérebro.
Isso porque aquele antigo ditado, “mente e corpo é uma coisa só” é absolutamente verdade.
Por exemplo: 
Ao mudarmos nossa forma de pensar, nossa forma de interpretar os obstáculos da vida, ou a forma como NOS enxergamos mudamos nossa mente. E consequentemente mudamos também o nosso corpo, porque a forma como nosso cérebro funciona passa a ser diferente.
E, na mesma medida, se mudarmos o nosso corpo, investindo em atividades físicas e hábitos alimentares mais saudáveis, nossa mente também vai sendo modificada (e para melhor).
Mas quem já tentou, sabe que não é fácil mexer com a nossa forma de pensar. E por que?
Bem, quantos anos você tem? 20, 30, 50 anos?
Sua idade é o tempo que você tem pensando da mesma forma. Modificar isso, não pode ser uma tarefa simples. Exige tempo e exige prática. E dependendo do caso, pode ser impossível fazer sozinhoE é aí que psicólogo e psiquiatra atuam.

3º PONTO:
A ORIGEM DO PROBLEMA: O OVO ANTES DA GALINHA.

Pense em alguém que estuda muito, mas não se preocupe com sua postura. 

Concorda que a longo prazo é esperado que comecem a surgir dores e problemas com a coluna?

O fisioterapeuta é o profissional mais capacitado para trabalhar em um cenário como esse. Evitando a progressão das dores, orientando e corrigindo a postura quando se estudar.

Mas imagine que o problema já está instaurado:
E se a pessoa não estiver conseguindo trabalhar direito?
E se sua dor estiver comprometendo na hora de dormir, sair ou namorar?

Concorda que a fisioterapia, SOZINHA, pode exigir muito mais esforço, tempo e dificuldade? E que, talvez, pudessem ser evitados se auxiliados por um ortopedista?
A mesma coisa acontece com a mente.

Há formas de se pensar, interpretar e enxergar as coisas, que podem trazer sérios prejuízos a nós mesmos a curto, médio e longo prazo. Nesses casos, o ideal é sim trabalhar com o psicólogo. Mas muitas vezes o psiquiatra pode auxiliar seu trabalho a ser mais efetivo e em menos tempo

4º PONTO
A ORIGEM DO PROBLEMA: A GALINHA ANTES DO OVO. 

Pense agora em uma outra condição:
E se a pessoa tiver uma condição genética que a predisponha a um problema na coluna.

Nesse caso, mesmo que estude por POUCO tempo, uma série de problemas começam a surgir. Claro, a fisioterapia é fundamental! Mas sem o ortopedista primeiro, todo esse esforço por parte do paciente e do profissional pode acabar sendo em vão. Pois imagine como deve ser difícil realizar os exercícios propostos pelo fisioterapeuta com tanta dor.

A mesma coisa acontece com a mente.

Apesar de não responder por tudo, a genética, na psiquiatria, é poderosíssima. O que faz com que problemas considerados “pequenos” para uns, possam ser devastadores para outros.

Um exemplo disso são os estudos com irmãos gêmeos separados na infância. Mesmo crescendo em um ambiente totalmente diferente, se um abrir um quadro de depressão, as chances do outro abrir também é de pelo menos 50%. 

FINALMENTE

A lição desse artigo é que não há remédios ou hábitos milagrosos. Para TUDO há um limite de efeito. Só que esse limite pode ser muito extendido se hábitos e medicação se unirem.

Mais importante do que entender a diferença entre a psicologia e a psiquiatria, é entender que as duas profissões são absolutamente complementares. Assim como nutricionista & endocrinologista ou ortopedista & fisioterapeuta.

Então, se ainda lhe resta dúvida, não se preocupe com qual especialidade você vai procurar INICIALMENTE  – contanto que seja de alta confiança:

Bons psiquiatras e bons psicólogos não hesitam em pedir a opinião uns dos outros, visto que só quem tem a ganhar é sempre o paciente.

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