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“Ser gay não é normal”. O que a PSIQUIATRIA tem a dizer sobre isso?

“Ser Gay não é natural!”

Quantas vezes você já ouviu essa frase?

Ser homossexual DEFINITIVAMENTE não é uma tarefa fácil – motivo pelo qual é um absurdo acreditar que alguém ESCOLHERIA essa “opção”.

A sociedade ainda condena o que atualmente é considerado pela ciência como apenas uma característica de dentro da normalidade – da mesma forma que cor dos olhos, pele ou altura.

Sim, a ciência entende como normal.

Mas nem sempre foi assim.

Por décadas, a orientação sexual foi considerada uma DOENÇA, por obviamente refletir a posição da sociedade. Para se ter uma idéia:

– A Associação Americana de Psiquiatria começou a remover a homossexualidade do quadro de doenças em 1973.
Mas foi somente em 1987 que REALMENTE essa CARACTERÍSTICA foi apagada da lista de diagnóstico psiquiátricos.

– E observe que o CID (Classificação Internacional de Doenças), que usamos no Brasil, só aderiu às mudanças em 1992. E com ressalvas.

Já pensou no que isso significa?

Muita gente que NÃO acha que a homossexualidade seja algo normal viveu NESSES TEMPOS, e reflete o que a cultura ensinou, com o respaldo da ciência.

Espere um instante.

Será então que isso significa que a psiquiatria é uma farsa?

Tratamos o que a SOCIEDADE considera como doença?

Calma, não é bem assim.

Pode parecer surpreendente, mas a psiquiatria é uma especialidade relativamente recente.

Até os anos 70 não só os homossexuais eram classificados de forma equivocada como vários transtornos mentais, incluindo aí a esquizofrenia e o transtorno bipolar.

Só que com o avanço da ciência e dos métodos de análise científica, o papel da sociedade em determinar “o que era ou não doença” foi sendo progressivamente reduzido.

De forma que começamos a nos pautar MAIS EM EVIDENCIAS e MENOS EM OPINIÕES.

E o que as EVIDÊNCIAS mostram com relação à homossexualidade é bem claro (e reconhecido pela Associação Mundial de Psiquiatria):

– A Orientação Sexual e a Identidade de Gênero (Gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e outros) são VARIANTES NORMAIS da sexualidade humana. E que ocorrem Naturalmente.

– Além disso, NÃO há evidências científicas comprovando que a orientação sexual, INCLUSIVE A HETEROSSEXUAL, seja uma questão de escolha, de livre arbítrio.

– O que parece existir é um PODEROSO componente BIOLÓGICO. Provavelmente influenciado pela interação de fatores genéticos, hormonais e ambientais, como por exemplo variações hormonais durante a gestação.

– Foi observado também que a exposição ou contato com homossexuais na infância NÃO aumentou a incidência de “pessoas se tornando homossexuais” na vida adulta.

Hoje, tanto a psiquiatria quanto a psicologia têm uma posição afirmativa quanto a homossexualidade, ou seja, o verdadeiro TRATAMENTO é encorajar a pessoa a SE aceitar. E não modificar sua natureza.

Os antigos “tratamentos” para mudar a orientação sexual de uma pessoa, que alguns movimentos NÃO CIENTÍFICOS estão procurando ressuscitar, NUNCA demonstraram eficácia!

Pelo contrário. AUMENTARAM o índice de depressão, ansiedade, suicídio e segregação social por parte de quem era submetido a essa prática coerciva.

E por isso as Associações de Psiquiatria e Psicologia a BANIRAM como método terapêutico.

Por fim, apoiar a causa LGBT(e suas derivações) não é apenas um ato humanitário. É um ato científico.

E jamais significará se tornar alguém diferente do que você é, mas pode te tornar alguém Ainda melhor – contribuindo para uma sociedade mais integrada, mais tolerante e mais esclarecida.

Essa foi uma homenagem ao fim de semana do LGBT

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