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Vamos falar sobre Pânico!

Imagine que você estivesse assistindo televisão e de repente se deparasse com 3 assaltantes em sua casa. 

Nosso cérebro entende imediatamente o perigo e nos prepara para tomar uma decisão: Lutar ou Fugir. Não se trata de uma decisão voluntária, se trata de uma programação cerebral muito primitiva que aciona nossos instintos de sobrevivência frente a uma PERIGO.

– Nossa pupila dilata, para que nosso campo visual aumente, embora isso possa borrar nossa visão. 

– O coração começa a bater com mais força e velocidade, nossa respiração acelera e encurta, para levar mais sangue e oxigênio para todo o corpo, mesmo que possamos sentir muito desconforto.

– A quantidade de energia descarregada de uma vez é tão grande que podemos começamos a tremer, suar ou sentir nossas extremidades formigando.

– E ainda há uma sensação desesperadora de AMEAÇA. Porque nosso corpo entende que algo terrível está para acontecer.

Agora, imagine que todas essas reações acontecessem do nada! Se nosso corpo simplesmente disparasse um gatilho de perigo em contextos do dia a dia, como em ruas muito movimentadas, em um túnel, congestionamento, ou mesmo em situações de alto estresse, mas que não houvesse real ameaça à nossa integridade física ou mental

A reação da maioria é instintiva: “Bem, se não há nada evidente que justifique todas essas sensações, deve ter algo acontecendo DENTRO de mim. Talvez esteja infartando ou quem sabe enlouquecendo.” Daí é fácil entender como tantas pessoas com ataque de pânico procuram imediatamente uma emergência!

A experiência que uma pessoa tem ao apresentar um ataque é tão inexplicavelmente desagradável, que muitas ficam traumatizadas, e entram em desespero com a menor possibilidade de ter outra crise. Por isso, é tão comum que desenvolvam formas de evitar contextos que considerem de alto risco. Muitos passam a evitar qualquer atividade física, outros nem mesmo saem de casa, especialmente desacompanhados ou em lugares com muitas pessoas. Consequentemente, faz sentido que acabem tendo diversos prejuízos no trabalho, na vida pessoal e na qualidade de vida? 

Como você pode ver, qualquer pessoa em pânico certamente está muito ansiosa. Mas nem toda ansiedade muito intensa se manifesta como pânico. A população, em geral, confunde essas situações por acharem que Pânico é uma forma muito intensa de crise ansiosa, e não é exatamente isso.

Parte da diferença é que o ataque de pânico costuma ser inesperado e faz um pico em 5 a 20 minutos, enquanto que crises ansiosas, embora possam ser tão desagradáveis quanto e repletas de sintomas físicos, são mais arrastadas, em geral com um fator desencadeante mais claro. 

Mas será que todo mundo que tem ataque de pânico é necessariamente ansioso? A resposta é Não! Diversas situações podem desencadear um ataque de pânico, mesmo em pessoas ou situações absolutamente tranquilas.

Contudo, o mais comum é que ocorram em fases da vida de altíssimo estresse ou em quem já sofre de algum transtorno mental, mesmo que não saibam, como transtorno de ansiedade, depressão ou transtorno bipolar. 

Em todos os casos, é fundamental procurar ajuda psiquiátrica, embora psicologia e atividade física sejam fundamentais no tratamento. Se você já sofreu de algo desse tipo, vou te propor uma atividade: 

Escreva em uma folha de papel o quanto você considera incômodo ter um ataque de pânico e quais prejuízos você é capaz de identificar em cada esfera da sua vida. Faça uma linha e depois dela analise o que e quanto da sua vida poderia melhorar se essa condição estivesse totalmente sob controle. Pondere com cuidado. O tratamento psiquiátrico tem a finalidade de fazer a pessoa voltar a ser ela mesma. 

Ataques de pânico costumam ocorrer além do nosso controle, mas a decisão de tratar ou não essa condição está inteiramente em suas mãos.  

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